E eu, me confrontei novamente com
esses terrores num curto diálogo, que me martelou nesses últimos dias...
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Tudo ficará bem...
Há dias em que o bombeiro sente
que anda muito mais próximo ao anjo da morte do que as outras pessoas. O cartunista
Fábio Coala – que já foi bombeiro – traduziu de maneira competente e sensível
esse sentimento que perturba os combatentes, na tirinha abaixo:
domingo, 23 de setembro de 2012
Uma criança e seus heróis #03
Terminando a série de personagens
inspiradores em minha vida, deixei por último aquele que certamente mais me
marcou. Um ex-ferreiro, que saiu da França, seu decadente lar, para peregrinar até
Jerusalém, e descobrir um mundo totalmente novo em meio à Terceira Cruzada.
Este cidadão chamava-se...
Balian de Ibelin.
domingo, 2 de setembro de 2012
Uma criança e seus heróis #02
Durante vários anos (e até hoje,
pra ser sincero), tive como hábito jogar os excelentes jogos da franquia Castlevania. Esta série, produzida pela
empresa japonesa Konami, teve games desde a época do Nintendo 8 bits até os
dias atuais, no poderoso PlayStation 3.
A história gira em torno da família
Belmont e sua luta contra o Conde Drácula, que a cada cem anos ressuscita para
trazer o terror ao mundo. O Belmont da vez, armado com um chicote sagrado, o Vampire Killer, deve adentrar o castelo
do vampiro e deter suas tropas demoníacas.
Castlevania tornou-se notório
pela grande quantia de jogos, sua qualidade, e pela trilha sonora fantástica,
com certeza entre as melhores já compostas para jogos eletrônicos. Mas, ainda
mais, pelos personagens icônicos que lançou, como o filho de Drácula, chamado
Alucard; Richter Belmont, considerado o mais poderoso herdeiro da família de
caçadores, entre outros, bem conhecidos entre os entusiastas de videogames.
Mas o herói que vou ressaltar é
especial por ser o primeiro. Em 2002, foi lançado para a plataforma PlayStation
2 o game Castlevania, Lament of
Innocence. Neste, é contada a história do primeiro Belmont caçador de
vampiros, um romeno que viveu no século XI. E se chamava...
Leon Belmont
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Uma criança e seus heróis #01
Qualquer documentário sobre
adolescentes – do bom ao besta – ressalta a necessidade do dito cujo se
identificar num grupo e construir sua personalidade em cima de certos ídolos,
projeções daquilo que ele deseja ser e que por isso mesmo admira e imita.
Comigo não foi exceção.
Tive muitos modelos, reais e
imaginários, que adotei desde os tempos de meninice até hoje, quando me
confronto com o – nem sempre legal – fato de ser dono do meu próprio nariz.
Hoje, especificamente, vou dedicar uma homenagem aos meus heróis fictícios. Um
post para cada um deles. Obviamente, tive muitos outros modelos, mas os que eu mencionarei
tiveram especial participação em muita coisa que tomei para mim como norte.
Que comece, então, as homenagens
de uma criança aos seus heróis...
Frog
(do game Chrono Trigger, da Square)
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Véronique
- Moto? Você ficou louco? Você
vai morrer!
- Compra um carro! Como você vai
levar a mulherada pra sair em dia de chuva?
- Carro te dá muito mais status.
Larga mão de querer moto...
- Moto Custom? Isso é moto de
velho! Mulher gosta de moto esportiva!
- Virago? Compra uma moto menor,
tipo uma CG, já que você é iniciante. Ela é muito grande pra você!
- Virago? Compra logo uma Shadow,
a Virago é muito fraquinha e não tem mercado!
- Blá blá blá...
E depois de ouvir muitos
conselhos positivos, conversar com muitos motociclistas, e planejar os gastos,
comprei minha tão sonhada motoca. Uma Yamaha Virago 250cc, 1997. Uma peça de
museu linda, de ronco musical e cromados brilhantes, apesar das marcas de ferrugem
já visíveis em alguns pontos disfarçados.
sábado, 14 de julho de 2012
Procura-se uma ideia
Desde meu último post, há quase
um mês, muita coisa me passou pela cabeça. Pensei que seria fácil escrever o
próximo texto para o blog mas, misteriosamente, meus dedos travaram no
teclado...
O engraçado é que foi um período
onde me fervilharam ideias e sentimentos. Todos antagônicos, confusos e
barulhentos. Essas ideias envolveram minhas últimas viagens de moto, uma
promessa cumprida, duas abdicações, um evento esse mês que me marcará pelo
resto da vida e mais metas insanas que tracei para os próximos anos.
E mesmo com tanta coisa que
poderia escrever, travei... por excesso. Por dúvida sobre o que expor e o que
manter na sombra...
É por isso que deixo apenas um
pedido de desculpas e compreensão para o eventual leitor. Aos poucos, minha
mente está se alinhando e enfim poderei voltar à ativa.
Para encerrar, caso tenha
paciência, há alguns anos escrevi sobre esta falta de criatividade. É a primeira vez
que coloco uma poesia minha aqui. Não vou me acostumar com isso...
SEM IDEIA
(Dee)
Palavras breves fenecem na noite e na chuva
Arte distante, sempre em fuga
Idéias desconexas procuram inspiração
Páginas em branco sem comoção
As horas fogem sem resultado
No desejo de escrever sem motivo dado
Tantos já registraram minha falta de ensejo
Embalados em sua própria e inebriante paixão
Não há nada de novo se o que desejo
Já foi dito em exaustão
Excessos de “eu te amo” já me saturaram
Que se manifestem apenas os que já amaram
Começo então, uma estrofe de guerra
De glória e tristeza no urro das feras
Novamente me atinge o marasmo
Ferida inconsciente de ataque e espasmo
Perda de sono diante do dever
Sem preocupação, se posso simplesmente viver
Passo por música
Escrevo sobre cores
Relembro a infância
Antigos amores
Estranho menestrel
Passo tudo no papel
Destruição, delírio, sonho
Perpétuo, desejo, escarcéu
Por tudo o que insisto
Insatisfeito e mal-visto
Maldição, já foi criado
Vendo tantos rabiscos marcados
.
.
.
Por fim, ignoro tudo o que fiz
Compreendo que criei poesia
Mesmo quando não quis
De volta à panaceia...
Novamente... sem ideia...
domingo, 17 de junho de 2012
A maldição de ser o que se é
Uma das coisas mais torturantes
para o espírito humano, acredito eu, é o conflito entre o ser e o querer...
Com o advento das redes sociais
pela internet, tornou-se muito mais fácil expor para os outros uma imagem
manipulada de nós mesmos. E muito comum também a disseminação de uma filosofia
que eu não considero muito correta: a aceitação incondicional de si mesmo. São
dezenas de mensagens do tipo: me aceite do meu jeito; sou assim mesmo e ninguém
me muda.
Sinceramente, estagnar é coisa de
estátuas que vão enferrujando e sucumbindo paulatinamente ao tempo. Meu amor
próprio me diz que eu tenho que exterminar o que me impede de me tornar um
homem melhor e tornar hábito as ações nobres. Evolução. Isso pra mim deve ser
um lema. Evolução física, moral e intelectual.
Fisicamente, hoje faço muito mais
exercícios que antigamente, hábito adquirido na marra após meu ingresso no
Corpo de Bombeiros e que hoje se tornou um prazer. Mesmo com a recente compra
da minha moto, estabeleci que continuaria andando com minha amada bicicleta na
cidade e que trilharei os passos para me tornar um triatleta. Meu objetivo não
é ganhar músculos com suplementos esquisitos. É ser mais forte, mais rápido,
mais habilidoso e mais resistente do que sou hoje. Para que isso me ajude no
meu emprego e na minha vida, especialmente no futuro.
Moralmente, tenho talvez meu
desafio mais bravo. O mundo dos jovens adultos é meio estranho. Um tanto idealista,
uma parcela hedonista... Considero-me muito explosivo e inquieto. A meta é se
tornar mais calmo e constante, mais gentil e abnegado. Reclamar menos (a propósito,
eliminar a reclamações da minha vida, conforme um livro inspirador que um dia
comentarei no blog) e controlar meu vocabulário, que de vez em quando me torna
alguém muito desagradável. E em paralelo à evolução moral, tenho minha fé, o
aspecto espiritual, que eu quero lapidar me tornando mais confiante em algo
superior. E principalmente, exercitar a tolerância com o oceano de pessoas que
seguem outro credo, e principalmente, aos que não seguem fé alguma e atacam os
que buscam uma religião. Enfim, respeitar e respirar fundo quando as opiniões
acerca da vida não forem iguais as minhas.
E por fim, evolução intelectual.
Ler, estudar, opinar, questionar. Tentar entender uma parcela do que ocorre no
mundo. Não desprezar nenhum conhecimento. Quando fazia minha graduação em
Física, era muito comum entre os acadêmicos um desprezo com as áreas humanas, o
que considero até hoje um erro. Penso que o verdadeiro intelectual deve ser um
Universalista, prezar por todas as áreas do conhecimento e estudá-las com
interesse. No meu caso, quero terminar meu último ano de Física, e continuar um
entusiasta de psicologia e literatura. E, claro, escrever com mais constância,
para aprender a organizar minhas idéias no papel e limar aos poucos os erros de
língua portuguesa que cometo.
Enfim, como diria um de meus
aforismos favoritos no simples – mas confortante – Minutos de Sabedoria: “o mundo não é um parque de diversões, mas um
ambiente de trabalho”. Mudar é necessário e eu quero fazer isso. Sempre para
melhor. O caminho é complicado e há dias muito desanimadores, quando desvio os olhos do horizonte e sou cercado
pela escuridão.
Uma batalha interna, discreta, mas intensa. Uma busca pelo
fim da maldição de ser o que se é...
PS: Aos que se interessarem em conhecer e lutar contra sua própria escuridão, pesquisem: Carl Jung Arquétipo Sombra.
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