segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Kiv " . . . . . . . .

Um dia existiu um pedaço de mim chamado Kiv.
E ele era mais ou menos nesse naipe:

Nome de uma certa garota,


                Certos momentos são tão breves que acabam por nunca perder seu encanto. Tornam-se uma memória de poucas imagens, mas ainda assim, algo vívido, flamejante e intenso. E a dúvida que suscitam torna estas memórias ainda mais sedutoras aos olhos de quem tem nas palavras um refúgio para quando o coração transborda e encontra na poesia seu escoadouro.
                Por você guardo estes pequenos episódios. Quantas vezes eu lhe vi? Talvez três ou quatro, mas o suficiente para me aguçar algo muito além do que se classifica hoje como atração. Conheço-te pouco e por isso não posso dizer que te amo, posto que o amor é o estágio final, estável, reto e contínuo de um relacionamento que se desenvolveu em todas as suas fases. Entretanto, guardo a centelha que você me despertou por todas as suas belezas, inclusive a de espírito, a qual ouvi muito falar. Felicite-se, pois muitas pessoas a admiram, e fizeram questão de divulgar isso. A tal ponto que um certo peregrino ouviu todas essas coisas a tempo de contemplar seu rosto uma última vez antes de partir para seu novo mundo, sua meta, seu destino, sua Jerusalém.
                Se tudo o que ouvi lhe confere a sua maneira ser, continue sempre assim e inspire a todos que cruzarem seu caminho, seja àqueles que lhes deram as mãos, que andam ao seu lado, ou mesmo aqueles que apenas passaram tangencialmente por você. Neste caso, eu.
...

Kiv precisava sempre de uma musa para se manter vivo. 
“Kiv” era Yin, “Dee” era Yang. …Ambos se tornaram Fábio. Que não era nada.


Romanticide - Nightwish
Essa acompanhou Kiv por muito tempo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Por Deus, pela Pátria, por DeMolay # 02

Apesar da data especial já ter passado há vários dias, eu não conseguiria dormir em paz se não fizesse a homenagem que fosse pelo dia 8 de novembro.
Nesta data, há 52 anos, Frank Sherman Land abandonou as obras terrenas e se juntou ao Pai Celestial, seu Grande Arquiteto.

Este mesmo Tio Frank, em 1919, criou a Ordem DeMolay, que durante as décadas se consagrou entre as maiores organizações juvenis do mundo e cruzou o destino de milhões de adolescentes e rapazes, entre os quais, eu.
Esta Ordem trouxe amigos a um adolescente agressivo e solitário. Tornou-o mais calmo, apresentou-lhe conceitos de liderança, deu-lhe a oportunidade de viajar e conhecer pessoas de um estado e de um país inteiro. Ajudou-lhe a desenvolver sua arte e até mesmo teve participação decisiva na empreitada para seu futuro emprego – que hoje é uma dádiva presente.

E, enfim, 2009, a Ordem deu-me um fardo para o resto da vida. Que isto seja compartilhado, e que as linhas abaixo sejam sempre cobradas de mim.

Juramento do Grau Chevalier

Eu, Fábio Batista Lara, na presença de Deus todo poderoso e destas testemunhas aqui reunidas, eu solenemente prometo, contrato, e juro que irei, de agora em diante, militantemente e com a mais profunda devoção, servir a Ordem DeMolay e as verdades que ela ensina.

Renovo agora e para o futuro, todos os votos e juramentos feitos na Ordem DeMolay.

Prometo e Juro, lealdade perpétua e serviços a minha Pátria, em todos os setores de diligências e que serei sempre um oposicionista a tumultos, anarquias, ou qualquer distúrbio que possa ferir o bem maior o meu País.

Prometo e Juro, que estarei em constante luta contra a ignorância, a superstição e as forças do mal que possam perverter ou escravizar a juventude.

Prometo e Juro que sempre me esforçarei para servir a Deus.

Prometo também que procurarei, daqui em diante, ser um melhor homem do que tenho sido até agora.

Eu, muito solenemente, prometo e juro que, daqui em diante, no dia 08 de novembro de cada ano, como forma de reverenciar a memória de nosso Fundador, FRANK SHERMAN LAND, estarei em comunhão com um Irmão Chevalier, ou com uma Corte de Chevaliers onde quer que eu esteja e se isso não for possível, repartirei o pão com um DeMolay Ativo ou um Jovem em sua adolescência.

Assim Deus me ajude!
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Obrigado por ter mudado minha vida, Tio Frank, mesmo que indiretamente.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Um dia desses... # 03

Coisas estranhas costumam ocorrer quando os dias se tornam cinzas em minha cidade...

Mas neste feriado de Finados, o fato estranho se deu abaixo de um céu azul, de nuvens velozes e uma ventania que só Guarapuava conhece...
Minha família sempre acorda cedo para prestar as devidas homenagens do dia de finados. Este ano não foi diferente e, estando eu de férias e em casa, acompanhei meus pais pelos três cemitérios onde queridos amigos, parentes ou não, saldaram a dívida que todo homem paga.
Primeiro, visitamos o túmulo de meus avós paternos, que me deixaram antes de eu poder conhecê-los, minha avó, inclusive, muito antes de eu nascer. A seguir, para os parentes de minha mãe, incluindo minha bisavó Narcisa, que me deixou em 2002. Isso foi particularmente doído, pois eu gostava muito dela. Queria que estivesse viva pra contar tudo o que fiz nestes anos, como virei minha vida de cabeça para baixo...

Mas por fim, o que realmente me intrigou foi no último cemitério, quando visitamos o túmulo da Nice, minha vizinha, que me criou como um filho durante minha infância e adolescência e passou pela transição recentemente, em 2009. No caminho para o local de seu enterro, me deparei com um túmulo e um porta-retrato familiar. Uma menina, de dez anos. Familiar, pois nos dias seguintes ao falecimento da Nice, vi o retrato dela caído dentro da “casinha” de seu jazigo e o arrumei. Senti uma tristeza estranha. Ela falecera em 99, e se estivesse viva, teria aproximadamente minha idade. Deixei o fato passar, e dois anos depois, estava eu em frente ao mesmo retrato da menina, vendo seu nome abaixo da foto. Arrepiado.
Em respeito à família e memória dela, não divulgarei seu nome, mas o que me intrigou foi que esse mesmo nome me invadiu a cabeça durante a semana que precedeu finados. Eu ficava insistentemente tentando lembrar onde tinha visto tal nome, se era de alguém conhecido que eu apenas não recordava, mas fiquei, sem sucesso, remoendo essa dúvida. Até aquela manhã ensolarada e fria, quando me deparei com ele, gravado na lápide de uma criança que hoje seria jovem...
Sim, acredito ingenuamente em sinais discretos na vida.
Parei naquela lápide de uma pessoa totalmente desconhecida para mim. E rezei por ela.
E segui destino.

Para concluir, deixo o tema de “Eu sou a Lenda”, orquestrado por James Newton Howard, música que ficou martelando na minha cabeça durante toda a manhã que percorri os cemitérios.